quinta-feira, 18 de abril de 2013


Desaprendendo o caminho

Ando pelo mesmo caminho todos os dias... A cabeça leva o corpo cansado, ou será o corpo amestrado que leva uma cabeça cansada?  
Peço todos os dias em minhas preces que por onde caminhe, não simplesmente caminhe. Que o hoje nunca pareça igual ao ontem, que minha sensibilidade perceba com prazer a graça de atravessar as mesmas ruas todos os dias.
Que a rotina tenha um sabor doce, que meu dia seja leve, que encontre nesse caminho sorrisos, e que esses sorrisos o façam diferente dia após dia. 
Que me seja permitido desaprender o caminho sempre que necessário, que meu corpo não se sinta parte do caminho tantas vezes percorrido, que este mesmo corpo não se sinta amputado se tiver que mudar a rota. 
Que a possessividade sobre o bem comum não me impeça de experimentar o novo, de cruzar com novos sorrisos, que me permita sempre ser guiado pelo desejo da mudança, e que a mudança também seja doce, mas não tão doce a ponto de enjoar o caminho que tantas vezes andei. 
Que volte sempre que preciso e recomece a caminhar, mas, que o recomeço não me pareça um retrocesso, e sim uma oportunidade de saboreá-lo outra vez, pois, não importa quantas vezes retorne ele sempre será novo.

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